JOVENS ACHAM QUE PROSTITUTAS SÃO SACOS DE PANCADA

A violência contra prostitutas no Brasil está crescendo diariamente e grande parte dos agressores são jovens de classe média. Em São Paulo, um jovem de 24 anos foi preso sob suspeita de atear fogo a uma garota de programa em São José dos Campos, a 91 km da Capital. A vítima, de acordo com a polícia, teve queimaduras de 1º e 2º graus do joelho para baixo. Em outro caso, no Rio de Janeiro, rapazes que espancaram uma empregada doméstica em um ponto de ônibus, tentaram justificar a violência afirmando que acharam que se tratava de uma prostituta. “Isso não tem cabimento” diz Gabriela Leite a presidente da Rede Brasileira de Prostitutas (RBP) e hoje com 56 anos, Gabriela Leite conta que trabalhou como prostituta durante quase 20 anos e afirma que já foi vítima de violência nas décadas de 70 e 80. “Parei de atuar em 1985. Era um período de muita violência, de transição política no país, mas posso dizer que já passei por momentos difíceis no trabalho.”Ela disse que sempre optou por trabalhar em casas fechadas para minimizar a possibilidade de agressões. “Felizmente, nunca fui agredida fisicamente, mas foram diversas as vezes que fui agredida moralmente. Tinha medo de carro de polícia por conta das história de violência policial que ouvia das colegas.”

Por Gabriela Leite, presidente da Rede Brasileira de Prostitutas (RBP)

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